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	<title>RBCE Network</title>
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	<description>Revista Brasil Conexão Europa</description>
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	<title>RBCE Network</title>
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		<title>Priscila Arteaga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Linia Brandt]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2026 18:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas da Suiça]]></category>
		<category><![CDATA[Suíça]]></category>
		<category><![CDATA[sem-destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[Fotógrafa brasileira radicada na Suíça, Priscila Arteaga reconstruiu a carreira entre a Itália e a Suíça e fez da imagem um caminho de valorização da essência feminina.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<style>body.postid-4190 .rbce-foto{display:none!important}.rbce-duas{display:flex;gap:14px;justify-content:center;margin:0 0 30px}.rbce-duas img{flex:1;max-width:260px;width:100%;aspect-ratio:3/4;height:auto;object-fit:cover;object-position:50% 15%;display:block}</style>
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<blockquote class="rbce-frase" style="margin:0 0 32px;padding:0;border:0;background:none;text-align:center;font-size:1.3em;line-height:1.5;font-weight:600;color:#282868;font-style:normal">
<p style="margin:0;font-style:normal">“Permita-se recomeçar quantas vezes forem necessárias e confie: o lugar que você procura para brilhar pode estar mais próximo do que você imagina.”</p>
<p style="margin:10px 0 0;font-size:.7em;font-weight:500;color:#555;font-style:normal">Priscila Arteaga</p>
</blockquote>
<h2>Da reconstrução à consolidação profissional na Europa</h2>
<p>Ao deixar o Brasil, sua trajetória passou por um processo de reconstrução que começou na Itália e se consolidou na Suíça. Esse caminho trouxe amadurecimento pessoal, fortalecimento profissional e a estrutura necessária para expandir seu trabalho na Europa. Projetos autorais como o Conexão Premium e o Contos de Natal marcaram essa fase ao reforçar sua identidade, elevar o padrão das experiências oferecidas e consolidar seu posicionamento por meio de propostas exclusivas e parcerias estratégicas.</p>
<h2>Consolidação profissional e desafios do recomeço na Europa</h2>
<p>Cada conquista estrutural também marcou essa fase de amadurecimento. A construção do próprio estúdio na Suíça, o investimento em cenários, produção e direção reforçaram a certeza de que estava no caminho certo. Os retornos emocionados das clientes se tornaram combustível diário, reafirmando que o impacto do seu trabalho vai muito além da estética.</p>
<p>A mudança para a Europa trouxe desafios profundos. O recomeço foi acompanhado pela solidão, pela adaptação a um novo idioma, a costumes diferentes e a um ritmo de trabalho exigente. Nada foi simples ou imediato. Cada passo precisou ser conquistado com disciplina, humildade e persistência.</p>
<p>No campo profissional, o maior obstáculo foi se posicionar em um mercado onde ninguém conhecia seu nome ou sua história. Sem referências ou indicações, Priscila precisou provar seu valor desde o início, construindo confiança cliente por cliente e mostrando que fotografia também é serviço, compromisso e entrega. Esse processo a moldou de forma definitiva.</p>
<p>Tornou-se mais determinada, organizada e fiel aos próprios princípios. Cresceu como mulher e como profissional. Hoje, cada ensaio realizado na Suíça carrega a força de quem teve coragem de recomeçar e o orgulho de ter construído tudo com as próprias mãos.</p>
<h2>Priscila Arteaga e o amadurecimento emocional no recomeço</h2>
<p>Viver fora do país trouxe amadurecimento emocional e fortalecimento interno. A distância da família, as inseguranças e os desafios do recomeço exigiram disciplina, fé e constância, transformando dificuldades em crescimento e visão estratégica. O contato com diferentes culturas reforçou a coragem de recomeçar e ensinou a valorizar o simples, as pequenas conquistas e o trabalho silencioso.</p>
<h2>Parcerias, valores e propósito na fotografia</h2>
<p>Ao longo desse caminho, as parcerias tiveram papel fundamental. A troca com outras mulheres fortaleceu projetos, ampliou a forma de criar e mostrou a força do trabalho conjunto. Guiada por valores claros como respeito, verdade e compromisso, Priscila construiu uma missão baseada em criar experiências que valorizam a essência, a autoestima e a identidade feminina, entendendo a fotografia como responsabilidade sobre histórias e memórias.</p>
<h2>Consolidação profissional e visão de futuro na Europa</h2>
<p>A imigração para a Europa marcou um divisor de águas, com a Itália como início do processo e a Suíça como consolidação profissional. Entre as principais conquistas estão o estúdio próprio, projetos autorais reconhecidos e o fortalecimento da marca pessoal. Seus objetivos seguem alinhados entre vida e trabalho, com foco em crescimento sustentável, autenticidade e a certeza de que cada recomeço carrega novas possibilidades de florescer.</p>
<h2>Otimismo é um dos pilares de Priscila Arteaga</h2>
<p>Para Priscila, a vida é feita de ciclos e recomeços, e cada desafio carrega uma oportunidade real de crescimento. Mesmo nos momentos difíceis, acredita que cada passo, por menor que pareça, conduz à construção da melhor versão de si mesma. Valorizar a própria história, confiar no próprio caminho e reconhecer a força interior são princípios que orientam sua visão de mundo.</p>
<p>Priscila acredita que tudo o que é plantado com coragem, disciplina e verdade floresce no tempo certo, muitas vezes de forma ainda maior do que se imagina. Recomeçar, para ela, não é sinal de fraqueza, mas de confiança. Permitir-se tentar novamente quantas vezes for preciso faz parte do processo, com a certeza de que o espaço para brilhar pode estar mais próximo do que parece.</p>
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		<item>
		<title>Ronezete Antolini leva a Lausanne reflexão sobre “saúde emocional, acolhimento e maternidade atípica”</title>
		<link>https://rbcenetwork.ch/ronezete-antolini-leva-a-lausanne-reflexao-sobre-saude-emocional-acolhimento-e-maternidade-atipica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ígor Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2026 13:09:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Suíça]]></category>
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					<description><![CDATA[Brasileira radicada em Zurique há 32 anos, a terapeuta emocional falou no Conexão Global Suíça sobre acolhimento, fé e os desafios da maternidade atípica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ronezete Antolini, 55 anos, vive em Zurique há 32 anos e construiu na Suíça um percurso que cruza experiência pessoal, maternidade, fé e acompanhamento emocional. Com dupla nacionalidade, brasileira e suíça, começou a trajetória profissional na gastronomia e trabalhou também como cuidadora, antes de direcionar a atividade para a área terapêutica. Atualmente, atua como Master Terapeuta e terapeuta emocional, com formação em Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG) e estudos relacionados com traumas, fobias, psicossomática e leitura corporal e comportamental, além da atividade como missionária e palestrante.</p>
<p>Foi a partir desta experiência que participou, no dia 26 de setembro, no “Conexão Global Suíça”, em Lausanne, integrado na edição “Setembro Amarelo de 2026”, evento realizado entre 24 e 27 de setembro nas instalações da Église du Centre. Na sua intervenção, Ronezete colocou a saúde mental no centro da reflexão, recorrendo à própria história para falar das marcas emocionais da infância, da procura de apoio terapêutico e da maternidade atípica. A mensagem que levou ao público partiu de uma aprendizagem pessoal: “para cuidar de outras pessoas, é necessário reconhecer também a necessidade de cuidar de si”.</p>
<p>Ronezete Antolini, Master Terapeuta em TRG, missionária e palestrante. Foto: Agência Incomparáveis</p>
<p>A participação incluiu ainda um painel dedicado à saúde mental, no qual foram abordadas questões como depressão, síndrome do pânico, atendimento ao paciente, prevenção e procura de ajuda profissional. Ronezete integrou a conversa com o médico especialista Francisco Fernández e outras terapeutas, num espaço de perguntas e partilha de conhecimento. Em entrevista à Agência Incomparáveis, esta terapeuta faz um balanço da passagem por Lausanne, explica o trabalho que desenvolve atualmente através da TRG e deixa uma mensagem dirigida à comunidade lusófona sobre a importância de reconhecer o sofrimento emocional, procurar apoio qualificado e criar redes de acolhimento, sobretudo entre quem vive longe do país de origem.</p>
<p>Como foi a sua participação no “Conexão Global Suíça, edição Setembro Amarelo – Conectar é acolher”, em Lausanne?</p>
<p>Participei como palestrante no dia 26 de setembro de 2026, durante a programação da edição “Setembro Amarelo”, com o tema “Conectar é acolher”. O evento em Lausanne foi organizado pela empresária Ana Poltera, em conjunto com a “Conexão Global Suíça”. Também participei num painel de debate com o médico Francisco Fernández, no qual eu e outras terapeutas colocámos perguntas. Foi uma experiência especial de acolhimento e partilha de conhecimentos. Encontrar mulheres fortes, de diferentes profissões e com tantas histórias para partilhar, tornou este encontro marcante para mim.</p>
<p>Qual foi o tema central da sua palestra ou participação?</p>
<p>O “Setembro Amarelo” orientou o conjunto das palestras do evento. Na minha participação, abordei a saúde mental através da minha própria história. Partilhei os desafios da infância, as marcas emocionais que carreguei e as mudanças que vivi ao procurar apoio terapêutico. Falei também sobre a maternidade atípica e sobre como as necessidades da minha família me levaram à terapia. Nesse caminho, compreendi que precisava de cuidar primeiro de mim para poder cuidar de outras pessoas com responsabilidade e acolhimento. Quis mostrar a importância de olhar para a nossa mente, para as nossas emoções e para a nossa história com atenção e respeito. Encerrei com uma mensagem de esperança: a minha trajetória poderia inspirar outras pessoas a reconhecerem as suas possibilidades, procurarem apoio e darem os seus próprios passos.</p>
<p>Qual foi o retorno do público à sua palestra?</p>
<p>O retorno foi excelente. As pessoas pararam para ouvir a minha história com muita atenção e senti uma ligação forte com o público. Partilhar a minha trajetória e perceber esse acolhimento foi muito emocionante. Foi um momento marcante para mim.</p>
<p>E como foi a sua participação no painel de debate, especificamente?</p>
<p>Durante o encontro, participei num painel sobre saúde mental, no qual discutimos depressão, síndrome do pânico e atendimento ao paciente. Eu e outras profissionais colocámos perguntas ao médico Francisco Fernández, que respondeu às nossas questões. Foi uma partilha de conhecimentos muito enriquecedora e uma oportunidade para refletir sobre o cuidado e o acolhimento de quem procura ajuda.</p>
<p>Como foi a sua participação no “Fórum SABE” e que assunto abordou na entrevista com Linia Brandt?</p>
<p>Fui entrevistada por Linia Brandt no “Fórum SABE”, onde abordei o congelamento emocional. Conversámos sobre situações em que a pessoa sente que o corpo bloqueia, mesmo com o coração acelerado e uma intensa reação interna. Falámos sobre como experiências da infância podem influenciar as emoções e as reações na vida adulta, sobre o inconsciente e sobre o papel da terapia no cuidado emocional.</p>
<p>Ronezete Antolini, Master Terapeuta em TRG, missionária e palestrante. Foto: Agência Incomparáveis</p>
<p>A Linia colocou várias perguntas e pude esclarecer o tema com exemplos e uma linguagem acessível. Foi uma oportunidade especial para trazer compreensão a uma experiência que muitas pessoas vivem, mas que nem sempre conseguem identificar ou explicar.</p>
<p>Que balanço faz desta edição do “Conexão Global Suíça” e da resposta do público às questões relacionadas com saúde emocional, acolhimento e prevenção abordadas durante os três dias?</p>
<p>Faço um balanço muito positivo. Ao longo dos três dias, o público demonstrou interesse e acolheu muito bem as conversas sobre saúde emocional, relações de casal, acolhimento e prevenção. Dentro da proposta do “Setembro Amarelo”, a prevenção do suicídio trouxe uma reflexão essencial: precisamos de estar atentos ao sofrimento do próximo, ouvir com respeito e ajudar a pessoa a procurar apoio profissional adequado. Para mim, o encontro reforçou a importância de falar sobre estes assuntos com sensibilidade e responsabilidade. Foi uma oportunidade para ampliar a consciencialização e lembrar que cada um de nós pode contribuir para que alguém se sinta acolhido e encontre ajuda.</p>
<p>Enquanto Master Terapeuta em TRG, que trabalho desenvolve atualmente e que tipo de situações procura acompanhar através desta abordagem terapêutica?</p>
<p>Atualmente, desenvolvo atendimento terapêutico emocional online através da Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG). Acolho pessoas que procuram apoio para lidar com marcas de experiências difíceis, traumas, medos, fobias, ansiedade, dependência emocional e bloqueios que afetam a sua vida e os seus relacionamentos. Também acompanho pessoas que apresentam sofrimento relacionado com rejeição, abandono, experiências de abuso e repetição de padrões emocionais. Tenho um olhar especialmente sensível para as mulheres e as mães atípicas, pela minha própria vivência, respeitando sempre a realidade de cada pessoa. Na TRG, o trabalho concentra-se no reprocessamento de experiências e respostas emocionais associadas ao sofrimento, sem depender apenas do relato detalhado dessas vivências. Procuro compreender a necessidade de cada pessoa e conduzir o acompanhamento com acolhimento, ética e respeito pelo seu ritmo. O meu compromisso é trabalhar dentro dos limites da minha atuação e reconhecer quando existe necessidade de outros cuidados profissionais.</p>
<p>A partir da sua experiência profissional, que resultados tem observado nas pessoas que acompanha e de que forma avalia a evolução de cada processo terapêutico?</p>
<p>Tenho observado mudanças positivas na forma como as pessoas compreendem as suas emoções e lidam com situações que antes lhes causavam sofrimento. Muitas reconhecem essa evolução e partilham comigo as diferenças que percebem no próprio dia a dia. Cada pessoa é única e o processo terapêutico precisa de respeitar a sua história, as suas necessidades e o seu ritmo.</p>
<p>Ronezete Antolini, Master Terapeuta em TRG, missionária e palestrante. Foto: Agência Incomparáveis</p>
<p>Avalio a evolução através da escuta, dos relatos da pessoa e das mudanças que observo ao longo das sessões. Considero como ela se sente perante as questões que a levaram a procurar atendimento e como essas questões passam a afetar a sua vida.</p>
<p>Ronezete Antolini, Master Terapeuta em TRG, missionária e palestrante. Foto: Agência Incomparáveis</p>
<p>Esse acompanhamento é contínuo: conversamos sobre os avanços e sobre aquilo que ainda precisa de atenção, ajustando o trabalho quando necessário. A evolução não acontece da mesma forma nem no mesmo tempo para todos. O meu compromisso é oferecer um cuidado ético, atento e dedicado, vendo a pessoa para além das suas dificuldades e respeitando a sua individualidade.</p>
<p>Depois da experiência em Lausanne, que mensagem considera importante deixar à comunidade de língua portuguesa no mundo sobre a procura de apoio emocional e a importância de reconhecer quando é necessário acompanhamento profissional?</p>
<p>A mensagem que desejo deixar é que cuidar da saúde emocional merece a mesma atenção que damos à saúde física. Procurar apoio é um gesto de coragem e de cuidado conosco próprios. Não precisamos de esperar que o sofrimento se torne insuportável para pedir ajuda. É importante reconhecer quando as dificuldades emocionais começam a afetar o sono, os relacionamentos, o trabalho ou as atividades do dia a dia. Quando sentimos que não conseguimos lidar sozinhos com aquilo que estamos a viver, procurar um profissional qualificado pode ser um passo importante. Para quem vive fora do seu país, a saudade, a adaptação cultural e as dificuldades com o idioma também podem trazer desafios emocionais. Poder expressar aquilo que sentimos na nossa língua e encontrar alguém que compreenda a nossa realidade pode facilitar essa procura por apoio. A família, os amigos e a comunidade têm um papel importante no acolhimento. Ouvir sem julgar, levar o sofrimento a sério e incentivar a procura de ajuda são atitudes que podem fazer a diferença.</p>
<p>Ronezete Antolini, Master Terapeuta em TRG, missionária e palestrante. Foto: Agência Incomparáveis</p>
<p>A fé é uma fonte de força na minha vida e pode caminhar lado a lado com o cuidado profissional. Não precisa de enfrentar tudo sozinho. A sua história merece respeito, a sua dor merece atenção e merece encontrar um espaço seguro para receber ajuda.</p>
<p>De que forma o público pode conhecer o seu trabalho?</p>
<p>As pessoas podem visitar o meu Instagram: @ronezeteantolini_</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Escritor italiano, Roberto Parmeggiani leva o poder da língua portuguesa ao 6.º “Flitabira” e reforça ligação literária entre Brasil e Itália</title>
		<link>https://rbcenetwork.ch/escritor-italiano-roberto-parmeggiani-leva-o-poder-da-lingua-portuguesa-ao-6-o-flitabira-e-reforca-ligacao-literaria-entre-brasil-e-italia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ígor Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2026 10:30:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[sem-destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[Escritor, educador e prefeito de Sasso Marconi, o autor italiano é um dos convidados internacionais do festival em Itabira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Escritor, poeta, educador, editor e prefeito da cidade italiana de Sasso Marconi, Roberto Parmeggiani é um dos convidados internacionais do 6º Flitabira – Festival Literário Internacional de Itabira, que acontece de 29 de outubro a 1º de novembro. Nascido em Bolonha, na Itália, em 1976, Parmeggiani construiu uma trajetória singular, marcada por sua relação com o Brasil, onde viveu durante dois anos e aprendeu o português, língua em que também escreve seus livros. No sábado, 31 de outubro, às 15h, ele participa na mesa “Outras Habilidades”, com mediação de Carlos Vinícius, para “discutir as diferenças humanas e os padrões que determinam o que a sociedade considera normal”.</p>
<p>Formado em Ciências da Educação pela Universidade de Bolonha, Parmeggiani trabalhou como voluntário na periferia de São Bernardo do Campo, em São Paulo. A experiência brasileira foi decisiva para sua formação pessoal e literária. O português tornou-se também sua língua de criação, e o contato com o país estabeleceu uma relação que permanece presente em sua atuação como escritor e editor.</p>
<p>Entre as suas obras publicadas no Brasil estão “A lição das árvores”, “A avó adormecida”, “O mundo de Arturo”, “Felicidade submersa” e “Desabilidade”. Os seus livros circulam entre a literatura infantil, a poesia e a reflexão sobre as relações humanas, abordando questões como envelhecimento, convivência, educação e as diferentes maneiras de perceber o mundo.</p>
<p>É em “Desabilidade”, publicado pela Editora Nós, que Parmeggiani desenvolve uma das ideias centrais de seu pensamento. Em vez de considerar a deficiência apenas uma condição individual, o escritor questiona a dificuldade da própria sociedade em reconhecer e acolher as diferenças. A provocação desloca o olhar: até que ponto a deficiência não está também na incapacidade de compreender o outro? O livro propõe uma crítica aos padrões de normalidade e às formas de exclusão que continuam presentes nas relações sociais.</p>
<p>Essa reflexão nasce da sua experiência na educação inclusiva. Ao longo da carreira, Parmeggiani trabalhou com crianças, professores e projetos voltados à participação de pessoas com deficiência na vida cultural e educacional. A sua literatura não se limita a apresentar personagens diferentes, mas procura questionar os critérios pelos quais determinadas maneiras de viver são consideradas legítimas e outras, inadequadas.</p>
<p>Um escritor entre o Brasil e a Itália</p>
<p>A ligação com o Brasil ganhou uma nova dimensão em 2024, quando Parmeggiani fundou, em parceria com a editora brasileira Simone Paulino, a Edizioni Noi, projeto editorial dedicado à publicação e à circulação da literatura brasileira e de língua portuguesa na Itália. A iniciativa amplia o acesso dos leitores italianos à produção literária contemporânea brasileira e estabelece uma ponte entre os mercados editoriais dos dois países.</p>
<p>A sua trajetória literária também recebeu reconhecimentos importantes. “A avó adormecida” foi contemplado com o Prémio Anna Osti, em 2013, e “A lição das árvores” foi selecionado pela revista “Crescer” entre os 30 melhores livros infantis de 2014. Parmeggiani já participou em importantes encontros literários brasileiros, entre eles a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), o Fliaraxá e o Fliparacatu.</p>
<p>Além da atuação literária, Parmeggiani desenvolveu uma carreira na administração pública italiana. Eleito prefeito de Sasso Marconi, município da região de Bolonha, em 2019, foi reeleito em 2024. A sua experiência na gestão pública acrescenta outra dimensão às questões que atravessam os seus livros, especialmente no que diz respeito à “educação, à convivência social e aos direitos das pessoas com deficiência”.</p>
<p>Segundo apurámos, no Flitabira, o encontro “Outras Habilidades” parte justamente dessa trajetória para discutir os limites da normalidade. O que significa ser diferente? Quem estabelece os padrões pelos quais julgamos as capacidades humanas? Como a literatura pode contribuir para uma sociedade que reconheça as singularidades sem transformá-las em motivo de exclusão?</p>
<p>A conversa também estabelece uma relação com o tema central do Festival. Em “Claro Enigma”, Drummond apresenta, no poema “A Máquina do Mundo”, a possibilidade de uma explicação total da existência. A obra de Parmeggiani, por outro caminho, questiona as explicações que pretendem “reduzir a diversidade humana a modelos únicos de comportamento e capacidade”.</p>
<p>De acordo com a organização do festival, a sua participação no 6º “Flitabira” traz ao público brasileiro a “experiência de um autor que transita entre duas línguas e duas culturas, e que encontrou na literatura uma maneira de interrogar nossas certezas sobre o mundo e sobre aqueles que o habitam”.</p>
<p>A Vale apresenta o 6º “Flitabira”, por meio da Lei Rouanet do Ministério da Cultura, com apoio da Prefeitura de Itabira, da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e do Itaú.</p>
<p>Sob o tema “A Máquina do Mundo em Nós”, o Festival celebra os 75 anos de “Claro Enigma”, de Carlos Drummond de Andrade. Toda a programação é gratuita, com transmissão ao vivo pelo YouTube @flitabira e recursos de acessibilidade.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Festival Literário Internacional de Itabira homenageia mulheres que promovem a autoria negra no Brasil</title>
		<link>https://rbcenetwork.ch/festival-literario-internacional-de-itabira-homenageia-mulheres-que-promovem-a-autoria-negra-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ígor Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2026 10:30:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[A sexta edição do festival mineiro homenageia Conceição Evaristo, Maria Mazzarello e Leda Maria Martins.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A cidade brasileira de Itabira, no estado de Minas Gerais, recebe, entre 29 de outubro e 1 de novembro, a sexta edição do Festival Literário Internacional de Itabira (Flitabira), que este ano presta homenagem à escritora Conceição Evaristo, à editora Maria Mazzarello e à investigadora Leda Maria Martins. O encontro decorre no Teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) e nos espaços envolventes, reunindo escritores, investigadores, editores e artistas numa programação dedicada à literatura e à cultura brasileira.</p>
<p>As três homenageadas participam, no dia 31 de outubro, às 20h00, na mesa-redonda “Leitura, Antirracismo e os Novos Tempos”, moderada por Afonso Borges. O encontro abordará o papel da literatura na representação da população negra, a circulação de obras de autores afro-brasileiros e os desafios enfrentados pelo setor editorial na promoção da diversidade cultural.</p>
<p>Uma das figuras centrais da programação é Conceição Evaristo, escritora, poeta, contista e professora, cuja obra aborda questões relacionadas com a memória, a identidade e as experiências das mulheres negras. A autora desenvolveu o conceito de “escrevivência”, que relaciona a criação literária com as experiências individuais e coletivas, tornando-se uma referência nos estudos sobre literatura afro-brasileira.</p>
<p>Além da homenagem conjunta, Conceição Evaristo participa, a 30 de outubro, às 21h15, numa sessão dedicada a Dona Rosinha e Dona Tita, com representantes das respetivas famílias e moderação de Sérgio Abranches. O encontro destaca a ligação da escritora à comunidade do Quilombo Morro Santo Antônio, em Itabira, e a importância da preservação das memórias comunitárias.</p>
<p>A editora Maria Mazzarello será igualmente homenageada pelo seu percurso na divulgação de autores negros no Brasil. Natural de Ponte Nova, em Minas Gerais, e radicada em Belo Horizonte desde 1954, fundou a Mazza Edições no início da década de 1980, depois de experiências profissionais no setor editorial e de uma formação em editoração realizada em Paris.</p>
<p>A Mazza Edições desenvolveu um catálogo dedicado à literatura, à história e à cultura afro-brasileira, contribuindo para ampliar os espaços de publicação de escritores que encontravam dificuldades de acesso ao mercado editorial. O percurso da fundadora foi retratado na biografia “Maria Mazarello: Preto no Branco, Lutas e Livros”, publicada em 2021 e escrita pela jornalista Márcia Maria Cruz.</p>
<p>A terceira homenageada, Leda Maria Martins, é poeta, dramaturga, professora e investigadora, com trabalho dedicado à ancestralidade, à oralidade, à memória e às expressões culturais afro-brasileiras. A sua investigação aborda as relações entre literatura, teatro, performance e transmissão de conhecimento, com particular atenção às tradições e práticas culturais das comunidades negras.</p>
<p>Leda Maria Martins participa também, no dia 30 de outubro, às 19h00, na conversa “Corpo e Palavra”, ao lado de Ricardo Aleixo, com moderação de Natália Alves. No dia seguinte, junta-se a Conceição Evaristo e Maria Mazzarello para a homenagem coletiva.</p>
<p>A sexta edição do Flitabira decorre sob o tema “A Máquina do Mundo em Nós”, assinalando os 75 anos da publicação de Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade. A obra, publicada em 1951, inclui o poema “A Máquina do Mundo”, que serve de referência à programação deste ano. O festival propõe encontros sobre memória, política, natureza, conhecimento e relações humanas, estabelecendo uma ligação entre a criação literária e os debates contemporâneos.</p>
<p>A curadoria é assegurada por Sérgio Abranches, Calila das Mercês e Afonso Borges, com programação local de Sandra Duarte e Carolina Peixoto e curadoria infantojuvenil de Rafael Nolli. Para além das conversas literárias, o festival inclui atividades destinadas a crianças e jovens, prémios de redação e desenho, sessões de autógrafos, uma livraria com mais de cinco mil títulos, exposições, apresentações musicais e espaços dedicados à gastronomia e ao empreendedorismo local.</p>
<p>O Flitabira conta com patrocínio da Vale, através da Lei Rouanet, no âmbito do Ministério da Cultura do Brasil, e com o apoio da Prefeitura de Itabira, da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e do Itaú. Todas as atividades são gratuitas, estando prevista a transmissão das mesas e palestras através do canal oficial do festival no YouTube, @flitabira, com recursos de acessibilidade, incluindo interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e audiodescrição.</p>
<p>A programação completa pode ser consultada em: https://flitabira.com.br/</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Opinião: “A conta de merceeiro do meu avô”, por João Paulo Rocha</title>
		<link>https://rbcenetwork.ch/opiniao-a-conta-de-merceeiro-do-meu-avo-por-joao-paulo-rocha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ígor Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2026 10:30:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Lusofonia]]></category>
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					<description><![CDATA[O Primeiro-Secretário da Federação das Associações da Diáspora reflete sobre consumo, investimento e as contas de um país a partir da lição simples de um avô.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já dizia o meu avô, homem da quarta classe, que a seguir a um bom investidor vem sempre um bom gastador. Na altura eu ria-me. Achava graça à forma simples como ele arrumava o mundo. Hoje, já não me rio.</p>
<p>Vivemos sob uma pressão económica enorme. Sentimos todos os dias no supermercado, na bomba de gasolina, na renda que sobe sem pedir licença. E ao mesmo tempo, assistimos a uma implosão social lenta, silenciosa, mas cada vez mais visível. Há mais gente zangada, mais gente cansada, mais gente a desistir.</p>
<p>E nós continuamos impávidos e serenos. A fazer de conta que não é nada conosco. A alimentar intentos expansionistas como se o mundo fosse infinito.</p>
<p>Os alertas são mais do que muitos. Escaladas bélicas que já não são só na televisão. Uma crise energética que pagamos todos os meses. Países inteiros à porta da bancarrota. Empresas que, depois de anos a crescer a qualquer custo, começam agora a encolher, a baixar a bolinha, a despedir em massa como quem limpa o pó. E um FMI a avisar, com aquele ar técnico e frio, que o Armageddon económico pode estar ao virar da esquina.</p>
<p>Mas nada parece chegar. Continuamos reféns dos grandes grupos económicos e de políticas feitas à sua medida. Continuamos a acreditar que alguém, algures, vai segurar a queda por nós.</p>
<p>Há um velho ditado que diz que quem paga é sempre o mexilhão. É verdade. Sempre foi. Só que esquecemo-nos de uma parte essencial da frase: sem água e sem oxigénio, não há mexilhão para pagar. Esgotámos a água. Cortámos o oxigénio.</p>
<p>Lembro-me de uma conversa com um amigo banqueiro, há uns anos. Disse-me uma coisa que nunca mais esqueci: “Os bancos não são imobiliárias nem stands de automóveis”. Ele queria dizer que quando um banco fica com mil casas e mil carros que ninguém consegue pagar, o problema já não é das famílias. O problema passa a ser do próprio banco. A crise também lhes bate à porta. Só que a fatura chega sempre depois.</p>
<p>Mas para quê alertar o cego que não quer ver?</p>
<p>Isto, no fundo, não é um texto sobre economia. É um texto sobre bom senso. O meu avô, com a sua quarta classe, percebia de contas como ninguém. Fazia contas de merceeiro num papel de pão. Quanto entra, quanto sai, quanto sobra. Se não sobra, não se gasta. Se se gasta mais do que entra, um dia a casa vai abaixo.</p>
<p>É uma conta tão simples que até envergonha qualquer inteligência artificial ou qualquer economista mais distraído. Não é preciso um mestrado para perceber que não podemos viver eternamente acima das nossas possibilidades enquanto país, enquanto empresas, enquanto famílias.</p>
<p>A seguir a um bom investidor vem um bom gastador, dizia ele. O problema é quando já não temos nem um nem outro. Temos apenas gente a gastar o que não tem, a investir no que não precisa, à espera que o mexilhão pague.</p>
<p>Só que o mexilhão está cansado.</p>
<p>João Paulo Rocha</p>
<p>Primeiro-Secretário da Federação das Associações da Diáspora (FAD)</p>
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		<item>
		<title>Livros e jogos educativos chegam a creches e turmas do Ensino Fundamental no Recife</title>
		<link>https://rbcenetwork.ch/livros-e-jogos-educativos-chegam-a-creches-e-turmas-do-ensino-fundamental-no-recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ígor Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2026 10:30:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[Prefeitura investe em jogos pedagógicos de Matemática e livros infantis para creches e turmas do Ensino Fundamental da rede municipal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Prefeitura do Recife anunciou duas novas iniciativas para reforçar a educação pública municipal, com a aquisição de jogos e recursos pedagógicos destinados ao ensino da Matemática e de livros infantis para crianças dos 0 aos 3 anos. As medidas foram apresentadas pelo prefeito Victor Marques durante uma visita à Creche Escola Presidente Tancredo de Almeida Neves, no bairro do Barro, e deverão beneficiar 53.788 estudantes do 1.º ao 5.º ano do Ensino Fundamental e 1.067 turmas de creche.</p>
<p>Segundo Victor Marques, a proposta passa por aproximar a aprendizagem do universo infantil, através de atividades que trabalhem identificação de números, contagem, sequências e cores, ao mesmo tempo que se amplia o contacto com os livros desde os primeiros anos de vida. “São iniciativas que reforçam o nosso compromisso com a educação e com o futuro dessas crianças. Ampliar o número de vagas nas creches é fundamental, mas também precisamos de garantir qualidade e organização”, afirmou o prefeito.</p>
<p>Os jogos matemáticos serão utilizados para estimular o raciocínio lógico, a criatividade e a resolução de problemas através de atividades práticas e interativas. Já os livros infantis deverão ampliar o contacto das crianças com a literatura, contribuindo para o desenvolvimento da linguagem, da imaginação, da curiosidade e dos vínculos entre alunos e educadores. Os materiais servirão também como novas ferramentas de apoio ao trabalho dos professores.</p>
<p>A aquisição das obras infantis será antecedida por um chamamento público destinado às editoras interessadas em apresentar livros para a Educação Infantil. As publicações deverão estar adaptadas à faixa etária e poderão incluir recursos visuais, táteis, sonoros e interativos, em linha com as orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A divulgação dos títulos recomendados está prevista para outubro, enquanto a distribuição às turmas deverá ocorrer no início de 2027.</p>
<p>A professora de Educação Infantil Elisangela Vasconcelos destacou o papel da leitura e dos jogos no processo de aprendizagem. “A leitura é essencial e tem um papel muito importante na Educação Infantil. Por meio dela, desenvolvemos a linguagem, a comunicação e ampliamos o universo da imaginação. Os jogos também fazem parte do processo de aprendizagem, trazendo o lúdico para o quotidiano das crianças e contribuindo para o desenvolvimento cognitivo e motor”, explicou.</p>
<p>A secretária de Educação do Recife, Cecília Cruz, considerou que as medidas reforçam as práticas pedagógicas nas unidades de ensino e ampliam o acesso a materiais destinados especificamente à primeira infância. Segundo a responsável, os novos recursos procuram tornar a aprendizagem mais próxima do quotidiano das crianças e criar condições para o desenvolvimento de competências desde os primeiros anos.</p>
<p>Com estas ações, a Prefeitura do Recife pretende ampliar os recursos pedagógicos disponíveis na rede municipal e reforçar o trabalho desenvolvido nas áreas da leitura e da Matemática. A aposta passa por diversificar as estratégias de ensino e proporcionar experiências de aprendizagem adequadas às diferentes etapas do desenvolvimento infantil.</p>
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		<item>
		<title>&#8220;Glamping Academy&#8221; apresenta oportunidades de investimento e empreendedorismo no turismo de natureza em Portugal</title>
		<link>https://rbcenetwork.ch/glamping-academy-apresenta-oportunidades-de-investimento-e-empreendedorismo-no-turismo-de-natureza-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ígor Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 15:15:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lusofonia]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Iniciativa portuguesa orienta emigrantes e lusodescendentes que desejam transformar propriedades familiares em empreendimentos de turismo de natureza.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A “Glamping Academy”, iniciativa portuguesa dedicada à formação e ao empreendedorismo no turismo de natureza, pretende aproximar os portugueses residentes no estrangeiro das oportunidades de investimento em Portugal, particularmente através do “aproveitamento de terrenos, quintas e imóveis familiares”. O projeto, fundado pelo empresário luso Luís Almeida, procura apoiar quem pretende estudar a possibilidade de criar um alojamento turístico, seja como investimento, atividade empresarial ou parte de um plano de regresso ao país.</p>
<p>A proposta dirige-se a portugueses e luso-descendentes que vivem em países como França, Suíça, Alemanha, Luxemburgo, Estados Unidos e Canadá, muitos dos quais mantêm propriedades ou ligações familiares às regiões de origem. A “Glamping Academy” considera que esse património poderá, em determinadas condições, “ser utilizado para desenvolver atividades ligadas ao turismo rural, permitindo conciliar a preservação de imóveis familiares com a criação de iniciativas económicas”.</p>
<p>O projeto surge num contexto de crescimento do turismo em espaço rural. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal e do Turismo de Portugal citados pela organização, o Turismo no Espaço Rural e o Turismo de Habitação receberam 1,5 milhões de hóspedes em 2025 e registaram 3,3 milhões de dormidas, aumentos de 6,7% e 6,9%, respetivamente, face ao ano anterior. As regiões Norte, Alentejo e Centro concentraram 65,1% das dormidas neste segmento.</p>
<p>O glamping, conceito que combina elementos do campismo com condições de conforto associadas ao alojamento turístico, é uma das modalidades apresentadas pela academia. As soluções podem incluir cabanas de madeira, tendas equipadas e pequenas unidades integradas na paisagem. A atividade procura responder à procura de experiências ligadas à natureza, à gastronomia regional e ao património dos territórios.</p>
<p>À frente da “Glamping Academy” está Luís Almeida, também responsável pela “Arrabia Guest Houses Glamping”, localizada na Raiva, no concelho de Castelo de Paiva. A partir da experiência na criação e gestão de alojamentos turísticos, o empresário desenvolveu uma plataforma de formação que reúne conteúdos e especialistas em áreas relacionadas com a instalação e exploração de empreendimentos turísticos.</p>
<p>A academia disponibiliza cursos online, ferramentas de planeamento e programas de formação sobre escolha de terrenos, licenciamento, financiamento, construção, marketing, gestão e rentabilidade. A possibilidade de acompanhar os conteúdos à distância constitui uma das características da iniciativa, permitindo que “interessados residentes no estrangeiro iniciem a avaliação de um projeto antes de regressarem a Portugal ou avançarem com um investimento”.</p>
<p>Um dos aspetos destacados pela organização é a necessidade de confirmar a viabilidade legal e técnica de cada propriedade. A existência de um terreno não significa, por si só, que seja permitida a instalação de unidades de glamping. A concretização de um empreendimento depende das disposições do Plano Diretor Municipal (PDM), de eventuais restrições da Reserva Ecológica Nacional (REN) e da Reserva Agrícola Nacional (RAN), bem como das condições de acesso e das exigências de licenciamento. Estas regras podem aplicar-se também a estruturas amovíveis, tendas e casas sobre rodas, dependendo das características do projeto e do enquadramento territorial.</p>
<p>Por esta razão, a “Glamping Academy” recomenda que os interessados “realizem estudos prévios de viabilidade, avaliem os custos e analisem a procura turística antes de assumirem compromissos financeiros”. A organização sublinha que “a atividade não representa uma garantia de rentabilidade e exige preparação empresarial”.</p>
<p>Além da formação digital, a iniciativa promove encontros presenciais denominados “Imersões Glamping Academy”, destinados a reunir empreendedores, potenciais investidores e profissionais de áreas como arquitetura, licenciamento, financiamento e exploração turística. A mais recente edição decorreu nos dias 2 e 3 de outubro de 2026, na “Arrabia Guest Houses Glamping”, em Castelo de Paiva.</p>
<p>Durante estes encontros, os participantes têm oportunidade de “conhecer experiências de gestão, esclarecer dúvidas e estabelecer contactos com profissionais do setor”. A academia pretende, ainda, “desenvolver uma comunidade de pessoas interessadas na criação de projetos turísticos, combinando a aprendizagem on-line com atividades presenciais.</p>
<p>Para os portugueses residentes no estrangeiro, a iniciativa apresenta-se como uma possibilidade de estudar o aproveitamento de património familiar sem necessidade de uma mudança imediata para Portugal. A análise de terrenos, a preparação de planos de negócio e o conhecimento das exigências legais podem ser realizados numa fase anterior à decisão de investir.</p>
<p>A “Glamping Academy” disponibiliza informações sobre os seus programas e atividades através do portal <a href="https://www.glamping-academy.info" target="_blank" rel="noopener">www.glamping-academy.info</a>.</p>
<p>Com esta iniciativa, Luís Almeida procura “colocar a formação e o planeamento ao serviço de portugueses e luso-descendentes interessados no turismo de natureza, apresentando alternativas de utilização de propriedades familiares e oportunidades de empreendedorismo nas regiões rurais portuguesas”.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Reino Unido: Literatura e comunicação portuguesa em destaque nas comemorações dos 20 anos de “As Notícias”</title>
		<link>https://rbcenetwork.ch/reino-unido-literatura-e-comunicacao-portuguesa-em-destaque-nas-comemoracoes-dos-20-anos-de-as-noticias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ígor Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 19:03:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Lusofonia]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
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					<description><![CDATA[Jornal sediado em Thetford comemora duas décadas em 6 de novembro e entrega o primeiro Grande Prémio Santander de Literatura Portuguesa na Diáspora.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O jornal &#8220;As Notícias&#8221;, sediado em Thetford, no Reino Unido, vai assinalar o seu 20.º aniversário dia 6 de novembro, com uma cerimónia no Carnegie Room, a partir das 19h. A iniciativa deverá reunir cerca de 300 convidados e inclui a entrega da primeira edição do Grande Prémio Santander de Literatura Portuguesa na Diáspora, destinado a &#8220;reconhecer a produção literária de autores portugueses e ligados às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo&#8221;. Evento conta com o apoio da RBCE Network.</p>
<p>Criado em 2006, o &#8220;As Notícias&#8221; iniciou a sua atividade em Thetford, onde mantém a sede. A primeira edição impressa foi apresentada no salão da Keystone Development Trust, numa sessão que contou com representantes da comunidade portuguesa, diplomatas e Carlos Gonçalves, então deputado eleito pelo círculo da Europa. Ao longo de duas décadas, o projeto acompanhou a vida da comunidade portuguesa no Reino Unido, tendo mantido a edição em papel até 2022, altura em que passou a funcionar exclusivamente em formato digital.</p>
<p>Em maio de 2024, o jornal lançou uma nova plataforma online, procurando ampliar a distribuição dos seus conteúdos. Segundo dados divulgados pela própria publicação, o projeto regista atualmente 47.464 leitores por dia. A comemoração dos 20 anos assinala, assim, o percurso de um órgão de comunicação criado no contexto da emigração portuguesa e que atravessou a transição da imprensa impressa para o jornalismo digital.</p>
<p>A entrega do primeiro Grande Prémio Santander de Literatura Portuguesa na Diáspora será um dos momentos da programação. A iniciativa, lançada pelo jornal em maio de 2026, contempla as categorias de prosa e poesia e destina-se a escritores portugueses residentes no estrangeiro. O concurso recebeu candidaturas de autores de diferentes países, incluindo Brasil, Suíça, França, Luxemburgo, Alemanha, Bélgica, Arábia Saudita, Canadá, Estados Unidos, Angola, Japão, Timor-Leste, Venezuela, Reino Unido e Austrália.</p>
<p>Segundo apurámos, a organização pretende dar continuidade ao prémio com periodicidade anual, promovendo a divulgação da criação literária das comunidades portuguesas.</p>
<p>A programação de 6 de novembro inclui também um espetáculo de variedades, com folclore, ventriloquia, dança tirolesa e atuações musicais. Daniel Silva, vindo de Portugal, e Emanuel Silva, ligado à comunidade portuguesa local, integram o cartaz. A apresentação estará a cargo de José Figueiras, da SIC, enquanto a produção do espetáculo será assegurada pelo empresário musical Domingos Cabeças.</p>
<p>As comemorações contam com o apoio da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, do banco Santander e da The Portuguese Offer.</p>
<p>O evento conta ainda com o apoio de vários órgãos de comunicação social e entidades colaboradoras, entre os quais o portal RBCE Network, que integra a rede de parceiros de divulgação da iniciativa.</p>
<p>Informações sobre o evento e os bilhetes podem ser consultadas através do portal <a href="https://www.asnoticias.co.uk" target="_blank" rel="noopener">www.asnoticias.co.uk</a> e da plataforma <a href="https://www.premio-literatura.com" target="_blank" rel="noopener">www.premio-literatura.com</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Lake Business transforma Lugano em sala de negócios internacional durante oito dias</title>
		<link>https://rbcenetwork.ch/lake-business-transforma-lugano-em-sala-de-negocios-internacional-durante-oito-dias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[RBCE Network · Divulgação de Eventos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Oct 2026 17:52:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Suíça]]></category>
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					<description><![CDATA[Idealizada pela empresária e mentora Eliana Garrocini, a imersão reúne estratégia, liderança, networking e cultura às margens do lago, de 20 a 27 de outubro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há encontros de negócios que acontecem em salas de reunião. E há aqueles que pedem outra paisagem. É dessa ideia que nasce a <strong>Lake Business Bleisure Suíça 2026</strong>, imersão internacional que, entre 20 e 27 de outubro, leva empresários e profissionais a Lugano, na Suíça italiana, para olhar os próprios negócios a partir de uma nova perspectiva.</p>
<p>O nome traduz a proposta. &#8220;Bleisure&#8221;, junção de business e leisure, designa o modelo que une trabalho e experiência, agenda estratégica e vivência do lugar. Durante oito dias, os participantes alternam jornadas de liderança e estratégia com visitas a empresas e marcas suíças de referência mundial, como <strong>Lindt</strong> e <strong>Victorinox</strong>, encontros com empresários e convidados e experiências exclusivas na região do lago.</p>
<figure class="wp-block-image size-large" style="margin:0 0 1.6em"><img decoding="async" width="1024" height="464" src="https://rbcenetwork.ch/wp-content/uploads/2026/10/lugano-lake-business-1024x464.jpg" alt="Orla do lago de Lugano, na Suíça" class="wp-image-8319" style="width:100%;height:auto" srcset="https://rbcenetwork.ch/wp-content/uploads/2026/10/lugano-lake-business-1024x464.jpg 1024w, https://rbcenetwork.ch/wp-content/uploads/2026/10/lugano-lake-business-300x136.jpg 300w, https://rbcenetwork.ch/wp-content/uploads/2026/10/lugano-lake-business-768x348.jpg 768w, https://rbcenetwork.ch/wp-content/uploads/2026/10/lugano-lake-business.jpg 1115w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Lugano, Suíça · Divulgação Lake Business</figcaption></figure>
<blockquote class="rbce-destaque" style="border:0;border-top:1px solid #d8d8d8;border-bottom:1px solid #d8d8d8;margin:1.8em 0;padding:22px 0;text-align:center;font-style:normal">
<div style="font-size:28px;line-height:1.3;font-weight:700;color:#111;font-style:normal">“Não é turismo, não é apenas um curso.”</div>
<div style="font:600 11px/1.3 Montserrat,Arial,sans-serif;letter-spacing:.14em;text-transform:uppercase;color:#086898;margin-top:12px;font-style:normal">Organização da Lake Business</div>
</blockquote>
<p>A imersão foi pensada para quem quer se posicionar em um novo patamar e ampliar a sua autoridade no próprio nicho. Ao final, os participantes recebem certificação internacional.</p>
<h3>Quem conduz</h3>
<p>À frente do projeto está <strong>Eliana Garrocini</strong>, empresária, mentora e escritora, especialista em desenvolvimento humano e criadora do método Código CL. A abordagem combina ciências comportamentais, ferramentas de coaching, psicologia positiva e gestão estratégica, com o objetivo declarado de &#8220;levar pessoas comuns à alta performance na vida e nos negócios&#8221;. Além da Lake Business, Eliana conduz mentorias em grupo e individuais.</p>
<h3>Serviço</h3>
<div class="rbce-servico" style="display:flex;flex-wrap:wrap;gap:24px;align-items:center;border:1px solid #e3e0d8;padding:20px 22px;margin:0 0 1.8em">
<div style="flex:0 0 220px;width:220px"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="512" src="https://rbcenetwork.ch/wp-content/uploads/2026/10/lake-business-bleisure-logo-1024x512.jpg" alt="Logo Lake Business Bleisure" class="wp-image-8309" style="width:100%;height:auto;display:block" srcset="https://rbcenetwork.ch/wp-content/uploads/2026/10/lake-business-bleisure-logo-1024x512.jpg 1024w, https://rbcenetwork.ch/wp-content/uploads/2026/10/lake-business-bleisure-logo-300x150.jpg 300w, https://rbcenetwork.ch/wp-content/uploads/2026/10/lake-business-bleisure-logo-768x384.jpg 768w, https://rbcenetwork.ch/wp-content/uploads/2026/10/lake-business-bleisure-logo-1536x768.jpg 1536w, https://rbcenetwork.ch/wp-content/uploads/2026/10/lake-business-bleisure-logo.jpg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></div>
<div style="flex:1 1 240px;min-width:0;font-size:16px;line-height:1.7;color:#222">
<div style="font-weight:700;font-size:17px;margin:0 0 6px">Lake Business Bleisure Suíça 2026</div>
<div><strong>Data:</strong> 20 a 27 de outubro de 2026</div>
<div><strong>Local:</strong> Lugano, Suíça</div>
<div><strong>Organização:</strong> Eliana Garrocini</div>
<div><strong>Instagram:</strong> <a href="https://www.instagram.com/lakebusiness/" target="_blank" rel="noopener">@lakebusiness</a></div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>“Para construir uma imagem congruente, primeiro é preciso saber quem somos”, afirma Josy Moura em Lausanne</title>
		<link>https://rbcenetwork.ch/para-construir-uma-imagem-congruente-primeiro-e-preciso-saber-quem-somos-afirma-josy-moura-em-lausanne/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ígor Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Oct 2026 12:14:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rbcenetwork.ch/?p=8295</guid>

					<description><![CDATA[Josy Moura, consultora brasileira de imagem estratégica com propósito, esteve em Lausanne, na Suíça, onde participou no “Conexão Global Suíça”. A presença no encontro integrou uma nova etapa do seu percurso internacional, desenvolvido entre Brasil, Portugal e outros contextos europeus, com foco em “imagem, comunicação, autoestima e posicionamento”. Natural de Minas Gerais e radicada em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Josy Moura, consultora brasileira de imagem estratégica com propósito, esteve em Lausanne, na Suíça, onde participou no “Conexão Global Suíça”. A presença no encontro integrou uma nova etapa do seu percurso internacional, desenvolvido entre Brasil, Portugal e outros contextos europeus, com foco em “imagem, comunicação, autoestima e posicionamento”.</p>
<p>Natural de Minas Gerais e radicada em Lisboa desde janeiro de 2026, Josy construiu a sua trajetória profissional a partir de experiências em vendas, vestuário, construção civil e consultoria de imagem. Ao longo desse percurso, aprofundou a formação no Brasil e em França e passou a desenvolver metodologias próprias, entre elas o “Método Diplomacia das Cores”, com o qual procura alinhar identidade, presença e comunicação.</p>
<p>Em entrevista à Agência Incomparáveis, em Lausanne, Josy falou sobre a sua apresentação no âmbito do evento, entre 25 e 27 de setembro, quando apresentou uma visão da imagem que ultrapassa a dimensão estética e se relaciona com comportamento, confiança, presença e coerência entre aquilo que a pessoa é e aquilo que comunica. A participação no encontro suíço reforçou também o processo de expansão do seu trabalho, num ambiente marcado pelo “empreendedorismo, desenvolvimento pessoal e criação de redes internacionais”.</p>
<p>A sua trajetória profissional começou cedo, com formação em vendas aos 16 anos, e passou por diferentes áreas antes de chegar à consultoria de imagem. Como descreve esse percurso e quais experiências foram determinantes para construir o trabalho que desenvolve hoje?</p>
<p>O meu percurso foi construído em diferentes áreas e funções. Aos 16 anos, no meu primeiro curso de vendas, comecei a perceber a importância da imagem na forma como nos apresentamos, nos comunicamos e nos comportamos diante das pessoas. Na época, eu ainda não chamava isso de posicionamento ou de ruídos de imagem, mas hoje reconheço que aquele aprendizado despertou o meu olhar para esses sinais e para a mensagem que transmitimos antes mesmo de falar. Mais tarde, trabalhando com vestuário, esse olhar ganhou outra dimensão: eu não me preocupava apenas com a venda da peça, mas com o que fazia sentido para cada mulher e com a imagem que ela queria comunicar. A construção civil também sempre fez parte da minha vida. Além de consultora de imagem, sou responsável pela área administrativa na construção civil, na empresa da minha família. Essa experiência agregou conhecimentos e ampliou a minha visão profissional. São experiências diferentes que ampliaram a minha compreensão das pessoas e me ajudam hoje a orientar cada cliente sem apagar a sua identidade. Toda construção precisa de uma base; isso também se aplica à nossa caminhada. Para construir uma imagem congruente, primeiro é preciso saber quem somos e onde queremos chegar.</p>
<p>A sua formação em consultoria de imagem foi feita no Brasil e em França, com passagem por Paris, e hoje vive em Lisboa. De que forma essa vivência entre diferentes países e culturas influenciou a sua leitura sobre identidade, estilo, comportamento e posicionamento pessoal?</p>
<p>As formações no Brasil e a experiência em Paris ampliaram o meu repertório, mas também reforçaram uma convicção: referências de moda podem inspirar, porém não devem apagar a identidade de ninguém. Viver e trabalhar em contextos diferentes tornou-me mais atenta aos códigos culturais e à forma como cada pessoa deseja ser percebida. Hoje, procuro compreender primeiro a história, a rotina e os objetivos de cada cliente. O estilo precisa fazer sentido na vida real daquela pessoa e ser sustentável por ela, em qualquer lugar.</p>
<p>O seu trabalho combina imagem estratégica, visagismo, coloração pessoal, análise de silhueta e posicionamento. Na prática, como identifica os chamados ruídos de imagem e de que maneira esses detalhes podem interferir na forma como uma pessoa é percebida no ambiente profissional e social?</p>
<p>Eu identifico um ruído quando a imagem apresentada não traduz com clareza a intenção da pessoa. Isso pode aparecer no caimento e nas proporções da roupa, na escolha das cores, nos acessórios, no cabelo, na maquilhagem ou na adequação ao contexto. Os ruídos também podem estar numa arte demasiado carregada ou num estúdio desorganizado: é preciso ter um olhar atento, porque nada deve chegar antes de si. São detalhes que, em conjunto, podem desviar a atenção da mensagem que a pessoa quer transmitir. A consultoria não serve para encaixar alguém num padrão; serve para alinhar as escolhas visuais com a identidade, os objetivos e a presença que a pessoa deseja construir.</p>
<p>É criadora do “Método Diplomacia das Cores” e já orientou cerca de 300 mulheres em mentorias. Como funciona essa metodologia e que tipo de transformação procura gerar na relação entre imagem, identidade, confiança e posicionamento?</p>
<p>Eu organizo o “Método Diplomacia das Cores” em pilares que permitem olhar para a imagem de forma ampla e aplicar essa visão a diferentes necessidades. O primeiro é identidade e posicionamento: compreender quem é a pessoa, o que deseja comunicar e em quais contextos. O segundo é a leitura estratégica da imagem, que considera visagismo, cores, proporções e possíveis ruídos entre a intenção e a apresentação. O terceiro é estilo e guarda-roupa funcional, que pode envolver personal styling e detox do guarda-roupa. O quarto é aplicação prática e autonomia, com personal shopping, composição de looks e escolhas que façam sentido na rotina. Em todos os pilares, o objetivo é ajudar a pessoa a desenvolver um estilo próprio, coerente com a sua identidade e que consiga sustentar. Depois de orientar cerca de 300 mulheres em mentorias, a transformação que procuro gerar é mais consciência, confiança e autonomia para se posicionar. Essa visão também está no Imagem que Educa, uma iniciativa que coloca as pessoas no centro e une imagem, autocuidado, autoestima e propósito. As Árvores Guardiãs fazem parte dessa expressão de cuidado e conexão.</p>
<p>Vive atualmente em Portugal, depois de construir parte significativa da sua experiência no Brasil e de passar por outros contextos internacionais. Como avalia a adaptação do seu trabalho ao mercado português e quais diferenças encontra na forma como brasileiros e portugueses lidam com imagem, estilo e comunicação pessoal?</p>
<p>A adaptação tem sido uma oportunidade de escuta e aprendizagem. O acolhimento que encontrei em Lisboa tornou mais natural criar vínculos e compreender o contexto local. Estou a conhecer melhor o mercado português e as necessidades de quem me procura, ao mesmo tempo que trago a experiência que construí no Brasil. Prefiro não reduzir brasileiros e portugueses a estereótipos: há pessoas muito diferentes em ambos os lugares. O que muda são referências, hábitos e contextos, e o meu trabalho é compreender cada pessoa antes de propor caminhos. A consultoria precisa respeitar essa individualidade e traduzir a intenção de quem está à minha frente.</p>
<p>A sua participação no “Conexão Global Suíça”, em Lausanne, colocou o seu trabalho num ambiente dedicado à saúde emocional, desenvolvimento pessoal, empreendedorismo e criação de redes internacionais. O que representou para si estar neste encontro e como acredita que a consultoria de imagem pode contribuir para a autoestima, a comunicação, a presença e a forma como as pessoas se posicionam na vida pessoal e profissional?</p>
<p>Estar no “Conexão Global Suíça”, em Lausanne, foi uma oportunidade de levar o meu trabalho a um espaço de encontro, desenvolvimento e conexões internacionais. Senti que a minha voz e a minha experiência podiam atravessar fronteiras: do Brasil para Portugal e, dali, para a Suíça e para o mundo. A consultoria de imagem contribui para a autoestima quando ajuda alguém a reconhecer-se; para a comunicação, quando reduz os ruídos entre a mensagem e a apresentação; e para o posicionamento, quando a presença está alinhada com aquilo que a pessoa deseja expressar. Isso é especialmente importante ao falar em público: cuidar da imagem não substitui o conteúdo, mas ajuda a mensagem a chegar com mais clareza.</p>
<p>Por fim, onde as pessoas podem conhecer melhor o seu trabalho?</p>
<p>As pessoas podem conhecer melhor o meu trabalho nas minhas redes sociais, procurando por Josy Moura | Imagem Estratégica, e acompanhar também o Imagem que Educa. Partilho conteúdos sobre imagem, estilo, cores, posicionamento e os projetos que desenvolvo. Os endereços nas redes são: @josymoura.imagem e @projeto.imagemqueeduca</p>
<h3>Galeria</h3><figure class="wp-block-gallery wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><img alt="“Para construir uma imagem congruente, primeiro é preciso saber quem somos”, afirma Josy Moura em Lausanne" loading="lazy" decoding="async" width="800" height="533" src="https://rbcenetwork.ch/wp-content/uploads/2026/10/62a6d9ba-765f-48c8-ace2-c52fa2c8e622-1024x682.jpg" class="attachment-large size-large" /></figure>]]></content:encoded>
					
		
		
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