Cleide Marinho

“Não tenha medo de começar de novo, desta vez você não estar começando do zero. Está começando com experiência”

Cleide Marinho

Eu sou Maria Cleide Rodrigues Marinho, uma nordestina que saiu a primeira vez de casa, aos 9 anos de idade, vindo de uma família simples de 7 irmãos.

Morei na capital do Piauí, com uma tia, entre idas e vindas no Maranhão e Piauí, trabalhei no Maranhão como vendedora e no Piauí como garçonete, ao 19 anos, decidi conhecer outras partes do Brasil, foi então que mudei para Goiânia, aonde começou os grandes desafios; trabalhar, pagar aluguel, pagar faculdade, com muito custo concluí minha graduação de Administração, Pós-Graduação em gestão de pessoas.

Trabalhei em várias áreas, desde time Share, multipropriedade, varejo, educação e foi na área educacional que literalmente foi a minha maior escola da vida.

Em 2019, resolvi conhecer um pouco do mundo afora, vim para Europa, como mochileira, meu noivo na ocasião morava em Portugal, vim trazendo como bagagem apenas uma mochila, pois não era intenção minha residir na Europa.

Tendo uma irmã que já residia na Bélgica, ao chegar, me deparei com um novo mundo, tinha que aprender a andar nos lugares desconhecidos, a falar uma nova língua, a comer, ter um novo paladar, desvendando novas culturas.

Mesmo não tendo interesse inicialmente em ficar na Bélgica, logo já me inscrevi em um curso de francês, pois, ao retornar para o Brasil, queria levar comigo bagagem de conhecimento.

Fui me apaixonando pela Europa, mudei para Portugal, região turística do Algarve, baixa temporada, não tinha emprego, reuni um grupo de esposas de brasileiros e fui dar aula social de francês, enquanto ensinava, aprendia também, enquanto estive em Portugal, comecei a estudar o perfil e necessidades dos brasileiros lá, acompanhando em tudo quanto é grupo de brasileiros em Portugal e cidades em particular.

Retornei pra Bélgica, por questões particulares, depois de quatro meses mudei temporariamente para Espanha, precisamente em Barcelona, lá também fui pesquisar e entender o perfil dos brasileiros que residem na Espanha.

Grávida, decidi ter minha filha em Barcelona, no ápice da pandemia da Covid 19, em outubro de 2020, tive depressão pós-parto, não via a hora de retornar para Bélgica, que até então, já era o lugar que eu havia escolhido para criar minha filha.

Separei-me do pai da minha filha, ela ainda bebê.

E nesse momento, me vi em outro desafio com uma bebê, em um país que não é o meu, estava sem trabalho e tinha que “me virar nos trinta”, já que fui convidada a sair de casa, e obviamente não ia deixar minha filha, fui para casa da minha irmã, ao chegar lá, falei que era por pouco tempo até eu encontrar um outro lugar.