À frente do Clube da Terapia da Identidade, associação sem fins lucrativos que idealizou e dirige, Ada criou um espaço dedicado ao fortalecimento emocional e à orientação prática de imigrantes.
Em 2024, um capítulo especialmente significativo marcou sua vida. Seu filho caçula recebeu o diagnóstico de autismo não verbal aos três anos. A partir desse momento, Ada mergulhou na realidade das famílias atípicas e passou a enfrentar um novo conjunto de desafios dentro do sistema suíço. Mesmo conhecendo o idioma e o país, encontrou obstáculos que exigiram força e adaptação. Essa experiência trouxe lucidez sobre o quão mais difícil seria para imigrantes que, além do diagnóstico, enfrentam barreiras linguísticas e desconhecimento das estruturas de apoio.
Foi desse olhar sensível que nasceu o Spect’Art, projeto que Ada idealizou dentro da associação. A arte, escolhida como eixo central, funciona como ponte de expressão, inclusão e desenvolvimento para crianças atípicas e suas famílias. O projeto oferece um ambiente seguro e acolhedor, no qual diversidade e criatividade se encontram para promover pertencimento. A iniciativa ganhou força graças à colaboração da Revista Brasil Conexão Europa, conduzida por Linia Brandt, que abraçou a proposta desde o início.
O futuro dos projetos liderados por Ada é guiado pela visão de uma comunidade fortalecida, informada e emocionalmente amparada. Ela deseja ampliar atividades, formar grupos de apoio e aprofundar parcerias que potencializem as ações do Clube da Terapia da Identidade e do Spect’Art. Seu objetivo é garantir que cada pessoa atendida encontre não apenas acolhimento, mas também ferramentas reais de crescimento emocional, espiritual e social.
A história de Ada Fonseca Tavares mostra que resiliência é mais do que resistência. É construção. É cuidado. É transformação. Seu trabalho na comunidade suíça confirma que compaixão e comprometimento têm poder para iluminar vidas e abrir novos caminhos, especialmente para quem chega de longe em busca de esperança e pertencimento.